Os profissionais de palco

April 13, 2018

   

  Desculpe a ironia, mas me preocupa muito ainda termos profissionais que acreditam que a aparência e/ou lindas apresentações são mais valorizadas que o conteúdo.

   Cuidado... porque pode levar você a contratar ou seguir os conselhos de um suposto especialista que aparenta saber muito, tomando decisões erradas e chegando a resultados catastróficos.

  Atualmente o acesso a informações que circulam é tão grande que muitos acreditam este conhecimento é o suficiente. Não sabem reconhecer as limitações e com isso perdem a capacidade de reconhecer os próprios limites.

   Estes profissionais são facilmente identificados pela dificuldade de manter o diálogo, porque para isso precisa ter a capacidade de perguntar e escutar, de duvidar de si, de seu entendimento e não parar de buscar novos conhecimentos.

   Acreditam que seu discurso ou que suas ideias (de escritório) são as melhores e não se abrem para novas perspectivas de aprendizagem!

   Talvez até por isso está surgindo uma geração de profissionais que dominam as palavras, mas não os conceitos que elas significam e não conseguem aplicar e muito menos transferir os conceitos a outros contextos de atuação.

  Lamentavelmente muitas universidades e organizações continuam formando e promovendo a formação de profissionais feitos, enchem a cabeça das pessoas com conteúdo (teorias e técnicas), como se fossem a última palavra dessa área de conhecimento. Ou seja, formam pessoas convictas de que sabem tudo.

  Uma das qualidades mais importantes de um profissional hoje é aprender a desaprender, para então voltar a aprender.

  Não estou falando apenas em efetuar mudanças no meio em que vive, mas também no desenvolvimento de “sua” capacidade de entender e criar novas estratégias de aprendizagem, buscando o suporte de novas ferramentas e novas práticas.

   Necessitamos ir muito além disso na realidade atual, promover o exercício do “olhar para dentro”, e desenvolver a capacidade de “usar” bem o conhecimento que se tem, permitindo modificar a própria ação.

   Enfim, buscar mudança de si. Entender que a sua prática hoje não vai servir para amanhã e, esse amanhã está logo ai!

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