A importância de parar

March 20, 2019

 

 

Alguma vez você já esteve tão ocupado dirigindo que esqueceu de abastecer?

 

Estamos vivendo em uma era em que o trabalho e o lazer tendem a se misturar. Não existem limites físicos de onde o trabalho termina. O smartphone apita com a notificação da rede social ao mesmo tempo que o e-mail com uma solicitação do cliente chega. Isso pode ser meio dia ou meia noite.

 

A boa notícia é que os escritórios tendem a ser mais flexíveis, agradáveis e informais. As relações com colegas mais amigáveis e o trabalho não é mais fonte exclusiva de sobrevivência. Ao contrário, passou a ser fonte de realização pessoal e até lazer.

 

Esse pacote tem gerado saúde, realização e bem-estar para uma grande parcela de indivíduos que consegue equilibrar vida pessoal e profissional. Consegue estar presente na apresentação da escola do filho, fazer atividade física ou aquela viagem curta compensando após o expediente ou reduzindo o horário de almoço.

 

Contudo, existe uma parcela ainda maior de profissionais que não consegue se desligar. Indivíduos que estão adoecendo pelo excesso de trabalho e pela incapacidade de separar vida profissional da pessoal. Indivíduos que não se permitem tirar férias, que acordam de madrugada para checar e-mail, que ocupam o máximo do tempo possível com “atividades produtivas.”

 

O que aconteceu com o difundido conceito do Domenico De Masi de ócio criativo? Aquele que dizia que o dolce far niente ajuda a equilibrar a vida e estimula a criatividade? Que a distribuição consciente do tempo, do trabalho, da riqueza, do saber e do poder, minimiza as fontes de conflitos entre pessoas e grupos.

 

Trabalhar é muito bom! Especialmente quando você tem a sorte e o privilégio de encontrar uma ocupação que lhe traga satisfação. Mas quem comanda quem nesta relação? Quem aí está tão ocupado dirigindo a carreira que esquece se abastecer de momentos de relaxamento, lazer e ócio? Estamos falando de saúde mental! Tem muito “carro” prestes a pifar por falta de parada e manutenção.

 

É urgente lembrar da importância de necessidades básicas tais como introspecção, convívio, amizade, amor e atividades lúdicas. Caso contrário, além de indivíduos, iremos produzir uma sociedade adoecida. Pensando nisso, eu pergunto: qual foi a última vez que você REALMENTE parou?

 

 

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